RESULTADOS :
Com a análise dos dados, podemos observar claramente que ainda está muito dividida a representação que os professores fazem de seus alunos com SD e da sua prática inclusiva. Também, verifica-se que é fundamental a formação continuada específica. Da mesma forma que acreditamos nas inúmeras possibilidades das pessoas com SD, cremos que é imprescindível a dedicação e o preparo dos professores. Com a inclusão os professores estão aprendendo a ver que cada aluno possui as suas particularidades, que o aluno não é somente mais um em sala, e sim “outro”. Neste sentido, nosso estudo observou várias referências à mudança de postura (da rejeição à aceitação) a partir da experiência e da convivência com aos alunos com SD. Um aspecto interessante a observar é que esses relatos de facilidade de contato com as pessoas com síndrome de Down são predominantes nos discursos das professoras que trabalham há mais de dois anos com a inclusão desses alunos. O conjunto da análise mostra que o aluno com síndrome de Down pode ser considerado “normal”, “incluído”, ou não, dependendo de crenças, informações, atitudes, ou seja, das representações sociais dos professores. Nas escolas pesquisadas, podemos ver que essa dualidade está presente, pois ora observamos relatos de práticas inclusivas, ora de práticas totalmente excludentes. A inclusão é um processo de transformação, e como tal está apenas iniciando nas escolas.
FONTE : http://www.sbpcnet.org.br/livro/58ra/SENIOR/RESUMOS/resumo_313.html
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