domingo, 13 de maio de 2012

A INCLUSÃO DE ALUNOS COM SÍNDROME DE DOWN: AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DOS PROFESSORES

A presente pesquisa foi realizada com os professores das escolas públicas municipais de Santa Maria, Rio Grande do Sul, que têm alunos com síndrome de Down matriculados nas séries iniciais do ensino fundamental. Assim, nas escolas municipais cinco professores possuem alunos com síndrome de Down incluídos. Todos aceitaram ser colaboradores da pesquisa. Para a realização da pesquisa, utilizamos a análise de conteúdo como abordagem metodológica, o que nos permitiu ter uma visão ampla das representações sociais e do contexto escolar. Para a coleta dos dados empíricos foram selecionados dois instrumentos principais: o questionário e a entrevista semi-estruturada, pois se acredita que com esses instrumentos a atitude, as opiniões e os discursos possam ser captados. Através dos discursos dos professores, buscamos compreender as representações que eles têm de seus alunos com SD, dando atenção maior a alguns pressupostos, tais como: o fenótipo, os mitos, as terminologias, os sentimentos, as atitudes.


 RESULTADOS :
Com a análise dos dados, podemos observar claramente que ainda está muito dividida a representação que os professores fazem de seus alunos com SD e da sua prática inclusiva. Também, verifica-se que é fundamental a formação continuada específica. Da mesma forma que acreditamos nas inúmeras possibilidades das pessoas com SD, cremos que é imprescindível a dedicação e o preparo dos professores. Com a inclusão os professores estão aprendendo a ver que cada aluno possui as suas particularidades, que o aluno não é somente mais um em sala, e sim “outro”. Neste sentido, nosso estudo observou várias referências à mudança de postura (da rejeição à aceitação) a partir da experiência e da convivência com aos alunos com SD. Um aspecto interessante a observar é que esses relatos de facilidade de contato com as pessoas com síndrome de Down são predominantes nos discursos das professoras que trabalham há mais de dois anos com a inclusão desses alunos. O conjunto da análise mostra que o aluno com síndrome de Down pode ser considerado “normal”, “incluído”, ou não, dependendo de crenças, informações, atitudes, ou seja, das representações sociais dos professores. Nas escolas pesquisadas, podemos ver que essa dualidade está presente, pois ora observamos relatos de práticas inclusivas, ora de práticas totalmente excludentes. A inclusão é um processo de transformação, e como tal está apenas iniciando nas escolas.


FONTE : http://www.sbpcnet.org.br/livro/58ra/SENIOR/RESUMOS/resumo_313.html

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